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quinta-feira, outubro 09, 2008

juro

...que tenho coisas para dizer e escrever. stop. pena que não me sobra energia e tempo. stop. tenho uma corda na garganta que se aperta devagarinho. stop. durará menos de um ano este lento caminhar da corda até aconchegar o pescoço. stop. veremos se me safo. stop. que raio! estou farta desta agonia! stop. volto à saga. stop. beijos e abraços para todos. stop

quarta-feira, setembro 17, 2008

ahahahahahahahahahahahahahaha!

"A Reserva Federal norte-americana vai emprestar até 85 mil milhões de dólares à American Internacional Group (AIG) e em troca assume o controlo público de 79,9 por cento do capital da gigante seguradora (...)" [daqui]

É curioso ver que a nacionalização existe nas terras dos nossos amigos (norte-)americanos... acho uma deliciosa ironia, tudo isto!

sábado, setembro 13, 2008

grave assim e grave assado

"Embora José Sócrates se tenha declarado responsável por todos os projectos que assinou na Guarda, uma das questões que a comissão terá de esclarecer é se os elementos disponíveis nos processos camarários confirmam, conforme o PÚBLICO escreveu a 1 de Fevereiro [não foi a 31 de Janeiro?], que esses projectos foram feitos por outras pessoas, entre elas Fernando Caldeira, actual director de departamento na autarquia." [José António Cerejo, "Inquérito às casas de Sócrates arrasta-se" in Público, 13.09.2008, p. 11 - aqui]

O que é mais assustador é que o resultado será sempre negativo para o país. Se forem efectivamente dele, temos um primeiro ministro sem qualquer cultura arquitectónica e urbana a assinar projectos por aí. Se não forem dele, temos um primeiro ministro sem qualquer cultura de cidadania a assinar projectos de outros sem qualquer cultura arquitectónica e urbana a concretizarem projectos por aí.
ISTO é o estado efectivo da voragem capitalista e inculta a que o território do nosso país está sujeito. E, atenção, porque o território apesar de ser na maior parte dos casos um bem privado, pertence sempre - de alguma maneira - à uma esfera do público. Logo, feitas as contas, andam os demasiados ignorante gananciosos a roubar-nos o direito a uma vida do território saudável e feliz. E, também é infelizmente verdade, que os arquitectos estão cada vez mais no interior deste saco de esfomeados.









[por exemplo esta.... foto daqui]

quinta-feira, setembro 04, 2008

nostalgias de um tempo claro

"O arquiteto moderno deve amar sua época, com todas as suas grandes manifestações do espírito humano, como a arte do pintor moderno ou poeta moderno deve conhecer a vida de todas as camadas da sociedade. Tomando por base o material de construção de que dispomos, estudando-o e conhecendo-o como os velhos mestres conheciam sua pedra, não receando exibi-lo no seu melhor aspecto do ponto de vista da estética, fazendo refletir em suas obras as idéias do nosso tempo, a nossa lógica, o arquiteto moderno saberá comunicar à arquitetura um cunho original, cunho nosso, o qual será talvez tão diferente do clássico como este o é do gótico. Abaixo as decorações absurdas e viva a construção lógica, eis a divisa que deve ser adotada pelo arquiteto moderno."

Warchavchik, Gregori. Acerca da arquitetura moderna, 1925 [daqui]

(Publicado no Correio da Manhã, Rio de Janeiro, em 1 de novembro de 1925. Republicado em Depoimentos n.º 1, Centro de Estudos Brasileiros, GFAU, São Paulo, s/d, na Arte em Revista n.º 4 (Arquitetura Nova), São Paulo, em Agosto de 1980, e em Arquitetura Moderna Brasileira: Depoimento de uma Geração (coletânea de textos organizada por Alberto Xavier), ABEA/FVA/PINI – Projeto Hunter Douglas, São Paulo, 1987.)

terça-feira, agosto 19, 2008

feito

Candidatura MC entregue, validada, terminada (não, não é só para gente de química!). Ufa! Enfim mais um exercício de masoquismo.... ou 25% de hipóteses de não o ser. Que é como quem diz: fia-te na Marie Curie e não corras!
Voltarei aos "obrigada, obrigada, obrigada!" e às coisas, no mínimo, simpáticas que aconteceram mais tarde (ontem, por um bocado longo, amei o skype!)
Espera.... faltam 2,5 h para o fim do prazo! e até dormi umas 8 horas.... devo estar a ficar louca ou é da idade. Que vou ser eu sem a adrenalina.... ? internem-me!!
Agora vou almoçar.... tranquilamente.

segunda-feira, agosto 18, 2008

imaginem

que é agosto, meados. que mais de meio mundo está a banhos. dos outros menos-de-meio-mundo-que-não-está-a-banhos uns quantos estão ou já estiveram a safar-me de uma encrenca... acho que não me escapo - haja dinheiro - de um mega-jantar no melhor restaurante japonês da cidade (a s. deve saber alguma coisa sobre este tema...).











Vals, Zumthor [foto daqui]

sexta-feira, agosto 08, 2008

grande questão (para a m.)

será que quando eu (tu) for(es) grande a vida se torna mais linear e menos confusa e menos acelerada e stressante e..........?
acho que não, embora deseje ardentemente que sim (que sim, que tenhas razão). raios, vida!

ai, as férias

estou quase de férias. descobri que a biblioteca de odemira é simpática e que se pode comer uma sandoca de queijo, um néctar e um café por 1,65€. as vantagens de não se estar em lisboa. espero é não precisar de ir ao hospital. beja é a uns quantos km daqui.
porque é que não estou mesmo de férias? porque gosto de confusão e estou a acabar uma candidatura levada da breca...
como se diz por aqui "está o baile armado". raios, pat.

quarta-feira, julho 16, 2008

sou só eu?

A achar estranho saber que o sr. Presidente do Banco de Portugal decidiu defender a energia núclear? Quem lhe encomendou o sermão? Achava que era um lugar técnico e que não era pago para fazer de governo.... mas devo ser eu a baralhar tudo.

domingo, julho 13, 2008

frases que marcam

Ouvida numa defesa de tese de doutoramento (em arquitectura):
"A fenomenologia é um estilo de vida!"

sexta-feira, julho 04, 2008

lx -> brighton, 13:45, 1 julho

Visto de cima o territorio surge sempre como um acontecimento organizado e logico. A distancia romantiza e esconde a barbaridade vividas no nivel zero urbano. Felicidades que as alturas permitem.

(seca, nao encontro os acentos... actualizacao dos ditos a acontecer em teclado nacional)

quarta-feira, junho 25, 2008

informação

encontro-me em modo sobrevivência. espero voltar à vida normalzinha um dia. mas não prometo nada.

quarta-feira, junho 11, 2008

(confesso)

foi dia de relato da bola e apesar dos disparates dos senhores relatistas, acho que até trabalhei melhor!

segunda-feira, junho 02, 2008

quinta-feira, maio 29, 2008

fixemos os olhos no palco


terceira parte ou do que nos apetece guardar

Chego à conclusão que o mais forte que permanecerá destes dois dias se vai resumir, a médio prazo, à referência efectuada por dois dos conferencistas – B. Colomina e J. Quetglas – a duas mulheres. Respectivamente a arquitecta irlandesa Eileen Gray e a realizadora americana, nascida russa, Maya Deren. Voltaremos, muito possivelmente, a estes temas.

segunda parte

(a pedido de várias famílias...)
Repensado Le Corbusier, parte 2. Primeiro, e antes de mais, é necessária uma confissão, cheguei tarde – birras matinais inesperadas e impostas – e perdi parte (significativa) da primeira apresentação, a de Arthur Rüegg. Depois de almoço, e dada a extensão do mesmo (por sinal interessante) e uma passagem rápida pela exposição, deixei-me ir andando e acabei por prescindi da parte da tarde. Conclusão, só assisti às apresentações de Josep QuetglasEl renacimiento del paganismo antiguo en Ronchamp – e à de João Belo Rodeia sobre a pintura e a arquitectura do arquitecto suíço.
A proposta de Quetglas foi interessante. Construindo um discurso claro e tranquilo guiou quem o escutava pelas relações da experiência e da vivencia de Romchamp – mediada pelo corpo – remetidas para as primeiras intervenções arquitectónicas humanas, da anta e do dólmen. Referiu também a possível dupla sacralização – e assim possibilidades de cultos paralelos, num acto de surpreendente sincretismo – presentes na capela: o deus dos encomendadores do templo e o deus-luz-arquitectura do arquitecto contratado. Para a parede que serve de fundo ao palco, ao altar, e mais especificamente para as perfurações que lhe conferem a presença especial que apresenta, foi-nos apresentada Maya Deren. O contacto que se terá estabelecido entre Le Corbusier e a realizadora experimental estado-unidense terá permitido ao primeiro trazer essa visão do plano da tela salpicada de estrelas para a referida parede. De um modo muito sintético e até pobre, andámos a ser passeados por estas bandas todas.
Da segunda não tenho muito a dizer. Não me marcou especialmente, teve muitos tiques daqueles que servem sempre para nos escudarmos atrás de nós próprios, e corresponde a uma investigação realizada, creio, à década e meia. Os especialistas que me rodeavam referiram diversas incorrecções mas, tendo sempre presente a comparação com a performance da historiadora do reino, nem me deixou especialmente desconfortável e/ou constrangida. (pensamento associado à apresentação: à mulher de César não interessa sê-lo basta parecê-lo)
Nota sobre o título: A pretensão de colocar no título da conferência uma intenção de refundação dos estudos corbusianos – Rethinking Le Corbusier – elevava as expectativas dos participantes razoavelmente alto. Com o perfil que se apresentava, por parte da generalidade dos conferencistas estrangeiros, até se poderia suspeitar de um eventual cumprimento da elevada aspiração (ainda que, nem neste grupo, este desejo se tenha concretizado). Quando se olhava para a selecção natural, desculpem, nacional, o absurdo do título esclarecia-se em toda a sua dimensão.
Notas sobre a organização: A presidente do Conselho Directivo Regional da SRS da OA foi obrigada a substituir o suposto responsável nas apresentações durante a segunda manhã. A coisa não melhorou nada. Se no primeiro dia não havia direito a uma verdadeira apresentação dos conferencistas, na parte da manhã deste segundo dia nem no nome de Josep Quetglas se acertou. Consideravelmente triste. A falta de um mestre-de-cerimónias foi algo que saltou à vista durante todo o tempo a que assisti ao seminário. Não existia ninguém que acompanhasse a mesa em permanência: mudança de garrafas, problemas informáticos, agradecimentos aos que terminam e apresentação do que se seguem, pausas para o café ou colocação das placas que identificam os conferencistas. Parece óbvio? É desconcertante ver tanto amadorismo junto. Gostaria muito de aprender os métodos através dos quais este tipo de amadores consegue angariar tanto dinheiro para estas coisas. Isto deve ser seguramente inveja.

terça-feira, maio 27, 2008

primeira parte

Repensando Le Corbusier, parte 1. O seminário não começou muito bem. A sala era grande e fria, de má acústica e péssimo controle de luz (para ver as projecções). As instalações do Museu da Electricidade são sempre encantadoras mas talvez não para isto. Do mal o menos: o sol esteve tímido e não impossibilitou totalmente a visualização das imagens.
Em traços largos as apresentações a que assisti foram desde o constrangedor, ao interessante, passando pelo não aquece nem arrefece. Beatriz Colomina foi o espectável, apesar da má acústica não ajudar ao inglês eternamente com sotaque de terras de Espanha. Uma dica da organização a dizer-lhe que poderia (deveria?) apresentar em castelhano talvez tivesse ajudado a um maior seguimento da relação de Le Corbusier com a E.1027 (1926-29), a casa de Eileen Gray, no Sul de França. Este tema não é novidade no percurso de investigação dela, mas de cada vez que conta acrescenta um ponto e a isso é sempre interessante assistir.
Stanislaus von Moos abordou a suposta natural característica museológica da obra de Le Corbusier. A coisa perdeu-se ali perto do final, ao puxar à baila alguma arquitectura mais recente que saía completamente do fio da conversa. Talvez esperasse maior consistência e fascínio.
A parte constrangedora foi logo no horário nobre de abertura. Ana Tostões deve ter sentido a pressão de existirem especialistas na sala e foi, de um modo tenso, fazendo uma revisão pouco criativa à bibliografia básica sobre Le Corbusier. Soltou-se mais quando abordou o tema que lhe é habitual mas não serviu para justificar a presença.
João Luís Carrilho da Graça assumiu que era um conferencista diferente, que tinha sido convidado uma semana antes e que ia discorrer sobre as influências de Le Corbusier na sua obra. Assim foi. Sem variações de temperatura.
Tive de fugir um bocado depois das cinco e como tudo estava atrasado não consegui ouvir a apresentação de José António Bandeirinha (assim como o tal Portuguese Module). Ficam por acrescentar alguns detalhes relativos à organização e programação do acontecimento... talvez amanhã.

(A E.1027, depois de anos de abandono e deterioração, encontra-se, desde 2007, a ser recuperada. Ver mais aqui)

terça-feira, maio 20, 2008

a arquitectura e a diversidade da matéria prima lusa

Amanhã e depois vai realizar-se, no Museu da Electricidade, o Seminário Internacional Repensando Le Corbusier. Alguns dos pontos de vista propostos prometem e serão seguramente interessantes.

Ao folhear o programa deparei-me com esta conta curiosa: dos palestrantes - sem considerar os que aparecem nos chamados Portuguese Module I e II - 60% pertencem aos órgãos da OA. João Belo Rodeia é o Presidente do Conselho Directivo Nacional e Ana Tostões é a respectiva Vice-Preseidente e Michel Toussaint pertence ao Conselho Directivo Regional. Paralelamente a esta curiosidade surge uma outra. Faltando terem sido encontrados os especialistas portugueses em Le Corbusier, optou-se, em massa, por este grupo curioso que dá pelo nome de especialistas generalistas. Esta categoria de detentores de opinião atravessa-se em tudo o que são temas arquitectónicos lusos. Têm muita saída mas saem pouco.

10.010

...um número como qualquer outro. Neste caso é o número de visitas a que hoje a casa chegou. Como diria a e., boa! Afinal não temos pretensões a bestseller.