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sexta-feira, fevereiro 29, 2008
domingo, janeiro 13, 2008
a prometida era pimentinha
Elis Regina + António Carlos Jobim em Àguas de Março... ou o tributo à mudança.
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patsp
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21:05
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terça-feira, dezembro 04, 2007
boas vibrações
Revi, na última semana, dois filmes do Hal Hartley de que gosto muito. Filmes que vi há qualquer coisa como dez anos atrás e agora, um certo simpático, me permitiu rever. São eles The Unbelievable Truth (1989) e Trust (1990). Alguém falava, aqui há uns dias, nas paisagens americanas. Quando penso em paisagens americanas lembro-me destes diálogos desconcertantes. As pessoas como paisagens, as paisagens com pessoas dentro. Assim, entre a melancolia e a sensação boa de uma frase que ainda era lembrada por inteiro, soube bem.
[Martin Donovan em Trust, imagem daqui]
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patsp
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14:06
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domingo, novembro 18, 2007
outro admirável mundo novo
A e., na preguiça da verbalização, comemorava vitórias rindo-se e batendo palmas. Mas isso era quando era bebé (até hoje de manhã). Agora que é uma rapariga grande (!) sorri e diz com a boca muito aberta “BOA!”. Boa e., boa!
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patsp
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21:12
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>> afectos, quotidianos
terça-feira, novembro 13, 2007
mas acontecem coisas por aí
Da nova chancela da Antígona, a Orfeu Negro, surge o primeiro de – esperamos – muitos livros que tornarão mais acessíveis textos importantes de e sobre as artes (em sentido lato). Este primeiro chama-se a Arte da Performance: do Futurismo ao Presente de RoseLee Goldberg.
Já se adivinham mais títulos para 2008 e ouvi dizer que a arquitectura, através de um clássico radical, estará representada! Voltaremos seguramente a falar da Orfeu Negro.
A Carla Oliveira, a culpada de tudo, explica mais umas coisinhas aqui.
terça-feira, outubro 23, 2007
apontamentos
Em resposta a postagens e estados das coisas em geral, já me tentaram dar música e até já ouvi sussurros sobre uns certos simpáticos, abandonados pela própria (por culpa alheia), que decidiram opinar defendendo, junto de quem manda, o direito a continuar com a equipa ganhadora.
Talvez a vida, afinal, nos tente sempre resgatar ao esquecimento das coisas boas e à desolação interior. A ver vamos... devagar.
A quem possa interessar, a gerência informa que o ginseng ainda não foi testado...
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patsp
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12:31
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terça-feira, julho 31, 2007
Michelangelo Antonioni (1912-2007)
Já lá vão dois, num mesmo dia. Outro dos meus de culto. Ou da memória. Ou de fetiche sem justificação aparente. Dá pelo nome de Blow Up (1966). É de um senhor que foi, seguramente, descansar e jogar xadrez com o outro: Michelangelo. Que belas fitas se farão em todas as eternidades. Será que combinaram?
[imagem daqui]
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patsp
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14:36
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>> afectos, cinemas, obituários
Ernest Ingmar Bergman (1918-2007)
O autor de um dos filmes que mais se cravaram na minha memória escorregou ontem direito ao descanso mais definitivo (imaginamos nós). O 7.º Selo é das coisas mais bonitas de que me lembro. Consta que no final há sempre uma chuva que nos refresca o rosto.
[imagem daqui]
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patsp
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11:12
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>> afectos, cinemas, obituários
quarta-feira, junho 06, 2007
um assunto completamente fútil
Nasceu hoje o terceiro blog colectivo a que estive ligada na história da minha blogo-vida. O primeiro, o casa de fora, morreu como nasceu: abandonado pelos progenitores. Do segundo, o arq moderna 2005, perdeu naturalmente sentido ter-me por lá. Veremos como se aguenta este meu terceiro colectivo-blog.
O tema – uma desculpa para manter em contacto – é bastante fútil. Nada de cenas intelectuais, reflexivas, arquitectónicas. Só um grupo de supostos crescidos à volta de uns paus e de uns paralelepípedos – sobre a relva de Belém, o areal do Meco ou a neve da Serra – que se arremessam uns contra os outros (aos objectos, claro!). Um extra importante é, através da vertente virtual da actividade, conseguirmos enviar sinais para a muy simpática e querida ofertadora do pacote (obrigada, outra vez!).
Está aberta a caça ao kubb-virtual que há em todos nós, com o título muito possivelmente provisório (e realmente feio) de kubba-me.
[imagem adaptada, vinda daqui]
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patsp
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13:43
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segunda-feira, junho 04, 2007
domingo no mundo
sexta-feira, maio 11, 2007
de repente (ou nem por isso)
Hoje passará a ser o dia da Alice. Conheci-a e gostei. A e. vai gostar de ter a a. no outro lado do patamar. Adivinham-se grandes amizades. Que bom.
Se calhar já não vou à bruxa...
[imagem daqui]
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patsp
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21:10
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>> afectos, bairros, quotidianos
está decidido
Vou à bruxa! Vou à bruxa! Vou à bruxa! Vou à bruxa! Vou à bruxa! Vou à bruxa! Vou à bruxa! Vou à bruxa! Vou à bruxa! Vou à bruxa! Vou à bruxa! Vou à bruxa! Vou à bruxa! Vou à bruxa! Vou à bruxa! Vou à bruxa! Vou à bruxa! Vou à bruxa! Vou à bruxa! Vou à bruxa! Vou à bruxa! Vou à bruxa!
Vou, sim...
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patsp
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21:04
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quarta-feira, maio 02, 2007
"visit 2,530"
A visita número 2.530 (e também número 2.627) desta casa foi muito especial.
Alô, terra chama Marrocos! Alô, alô! Terra escuto... ;-)
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patsp
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14:30
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terça-feira, abril 24, 2007
bom dia da liberdade para tod@s
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patsp
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18:10
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>> afectos, histórias, Portugais, quotidianos
sexta-feira, abril 13, 2007
quarta-feira, março 28, 2007
surpresas
Andava eu a reclamar e, de repente, chega-me um vasinho, um concentrado de Primavera! Ele há os atentos e os outros. A gerência agradece e a cozinha ficou muito mais bonita.
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patsp
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10:55
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>> afectos, jardins, quotidianos
sexta-feira, março 02, 2007
da morte II
Tenho poucas pessoas que me tenham morrido. Sinto-me sortuda por isso. Sei que, inevitavelmente, essa situação tender-se-á a alterar. Leis da vida e da morte. Mas não paro muito a pensar nisso. Cada um protege-se como pode e sabe.
Das pessoas mais próximas e da família, nesta lista de perdas, consta um avô materno. Sempre tivemos uma relação difícil. A avó sempre foi, e é, uma referência. O avô o contrário. A referência pela negação. Machista, teimoso e pouco lutador no fim da vida são das coisas que mais me lembro quando penso nele. Das coisas boas de que me recordo constam a sua vontade de cultivar a boa parecença; aprumado, cuidadoso, barba bem feita e pele morena, cabelo negro até ao último momento. Herdei a minha costela afectiva de alentejana com ele. Caçador de longa data, fora um calcorreador das terras do Alentejo pelas quais tinha um amor e uma ligação na escala das heranças reais. Lembro-me de quando me contava das carroças de ciganos com os quais se cruzavam nos dias de caça. De como as longas cabeleiras negras das mulheres eram deixadas a luzir através da paciência e do petróleo.
Lembro-me que sofri a morte dele por contágio solidário, uma osmose dos afectos. Sofri muito por ver a minha avó a sofrer tanto. Chorei por vê-la e senti-la a chorar. O que eu abracei nesses dias foi o corpo dorido e perdido dela. E ela, a grande mulher da minha vida, sobreviveu à perda. Como sobreviveu a uma vida de luta, de pobreza, de quase inevitável condição de exclusão. Sofreu e sobreviveu à minha abrupta e violenta saída de casa. Sofreu e sobreviveu à distância que a ausência dos netos – por emigrações académicas – lhe impôs. Quando a bisneta que lhe herdou o nome estava para nascer, entristeceu. Imaginou-se excluída de mais este ciclo familiar. Mas, lutadora como sempre, cá anda. E à E. pequenina já se contam quase 17 meses. E como se gostam, E. pequena e E. grande... como se sentem empáticas. Adivinharão o que as une?
Hoje, do cimo dos seus oitenta e tal anos, continua a ser âncora e força da natureza. Esteja eu à altura dessa linha de mulheres da qual nasci.
Comecei o texto pensando que ia falar de uma outra mulher, também âncora para o meu crescimento e que, infelizmente, já não vive. Pertencia à minha família dos afectos. Acho que nunca soube como a sua imagem sempre me acompanhou. Falarei dela noutro tempo.
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patsp
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12:28
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>> afectos, quotidianos
segunda-feira, fevereiro 26, 2007
bons ventos
Já vos aconteceu adiarem até ao limite um correio electrónico duro de escrever? Daqueles que são para pessoas de quem parte da vossa vida depende, tipo orientadores de teses... e cujo vosso anterior silêncio não ajuda a ter vontade de escrever.
Pois hoje armei-me em forte e enviei dois desses. E pasme-se: aos dois os senhores professores doutores responderam em menos de uma hora e com um sentido positivíssimo! Ele há 2.ª feiras santas!
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patsp
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14:14
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>> afectos, trabalhos, trituradoras
sábado, fevereiro 24, 2007
tristezas
Fico muito desconcertada quando tropeço em mais um trabalho construído, total ou parcialmente, com suporte ao plágio. Frases inteiras roubadas e remontadas, com menos ou mais saber, sem que seja dito da sua proveniência. Sinto que falhou o meu objectivo primeiro como professora: o de manter vivo o respeito pela palavra alheia, pela ideia do outro. Se nunca lhes tivessem falado da importância da honestidade intelectual mas nem é o caso. Eu até acho que sou uma chata com esses assuntos...
Felizmente existem os outros alunos e trabalhos que nos salvam destas pontuais lamas.
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patsp
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19:23
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segunda-feira, janeiro 29, 2007
pequena recompensa por coisa nenhuma
Por causa disto ganhei a embalagem que levava este rótulo. E se há dia para apetecer uma trinca
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patsp
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22:16
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>> afectos, quotidianos






