...................................................................................................................................................................

.
.
Mostrar mensagens com a etiqueta tristezas. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta tristezas. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, novembro 19, 2008

este lindo país...

... de brandos costumes vai sendo cada vez mais o espelho de si mesmo. Ainda o ano não chegou ao fim e já se contabilizam quase o dobro de mulheres que morreram vítimas de violência doméstica. Vai-se sabendo cada vez mais da realidade negra deste dentro-de-portas nacional e, como nos diz o senso comum, as crises só pioram e agravam significativamente as tensões e o número de vítimas resultantes destas incapacidades de sobreviver aos problemas. Em casas sem pão, todos ralham e a força acaba tendo a sinistra razão.

quarta-feira, novembro 14, 2007

descoberta 1

Dar aulas a miúdos dos 7.º e 8.º anos de algumas escolas da capital oscila entre o fazer das tripas coração e o ficar com o coração atulhado de tripas. Esquisofrenia pedagógica: eu já aderi! E você?!

sexta-feira, julho 13, 2007

ai, ai lisboa

Faltam 20 minutos para entrarmos em período de reflexão. Domingo Lisboa vai a votos. A falta de ideias foi demasiado gritante. Acho assustador que gente como o Carmona apareça colocado em segundo nas sondagens (agora não me apetece pôr o link!), demonstra a grotesca falta de memória. O da confusão ontem é o segundo hoje. Costa vai andando bem comportadinho e a fazer-se de ganhador controlado.
O cinzentismo está para durar. Nenhuma ideia interessante e não interesseira sobre a cidade ganhará domingo. Mesmo assim é preciso votar. Para tentar imaginar que temos algo a ver com a luta contra o reino instalado.

sábado, julho 07, 2007

acasos

Confesso que andava a tentar comprar para a e. - mesmo se pouco convicta - umas t-shirts. Confesso que entrei na benetton e - porque estava muito estafada - decidi ir de elevador (nota: a secção dos putos pequeninos é quase no último andar!). Como me tem acontecido muito ultimamente entrei em regime automático. Resultado: acabei no - efectivo - último andar [fabrica feature] a cuscar o trabalho de Nuno Coelho.

O trabalho Uma Terra Sem Gente Para Gente Sem Terra é uma exposição que estará neste espaço, mesmo no centro do Chiado (Lisboa), até dia 27 de Julho. De certa forma, deu por mim convidada a pintar, com os lápis coloridos com que a Viarco patrocinou o projecto, um dos mais tristes acontecimentos deste momento moderno de início de século XXI onde dizem que estamos: a não-relação complexa entre palestinianos e israelitas. Vale a pena passar, pintar e pensar.








[imagens daqui]

segunda-feira, abril 30, 2007

rentável prostituição

Ontem passei por Tróia. Está em marcha a reconversão da península... dizem eles. Cruz’credo, pensei eu. Mais uma estupidez humana, um gastar do território que teoricamente é património colectivo. Alguns ficarão com os pés de molho nas suas varandinhas pagas ao preço do ouro. Ao território é apertado o cerco, retira-se-lhe o ar. Especializa-se o dito com a desculpa de o salvar. Cada vez é mais claro que guetizar é preciso... para alguns.
Esta nossa mania de sermos modernos sendo do 3.º mundo é desarmante. Só me faz lembrar algumas cidades latino-americanas: os muros dos condomínios privadíssimos e encerrados que são a materialização da cruel tensão entre os muito ricos e os muito pobres. Uns e outros apavorados e odiando-se. Os de fora que só entram quando são mão de obra. Os de dentro que, ao sair, desejariam não ter de atravessar esta membrana explosiva que os protege da guerra que compraram.
É o progresso, estúpida!

quarta-feira, março 14, 2007

das famílias

A história da bebé raptada e encontrada e devolvida, principalmente na parte de informações que hoje se sabe através dos jornais, deixa-me mais uma vez pensativa sobre a obsessão (nacional?) pelos laços de sangue e das famílias biológicas. Também, paralelo a isto tudo, encontramos muitas vezes casos de pobreza ou falta de enquadramento social.
Por um lado, porque foi esse peso, essa vontade de satisfazer a vontade de um casal ter filhos biológicos, onde ele, segundo se diz, não o poderia ter. Já existiam em casa 3 filhos. Um adoptado e dois de uma primeira relação. Mas aparentemente não chegava. Era preciso (para salvar a relação?) mais um, nascido da tal relação em risco de ruir.
Por outro lado, a criança desaparecida e agora encontrada vai rapidamente voltar à família, segundo ordem do tribunal. Onde também já são muitos e onde alguns dos 7 filhos – 3 – já se encontram em casas de acolhimento: uma avó e um casal da freguesia. Já se fala de uma eventual 3 família para esta bebé...Há qualquer coisa de errado no meio de todas estas histórias que envolvem bebés e crianças e que (cada vez mais?) chegam aos jornais... o que é que andamos a fazer enquanto país?

sábado, fevereiro 24, 2007

tristezas

Fico muito desconcertada quando tropeço em mais um trabalho construído, total ou parcialmente, com suporte ao plágio. Frases inteiras roubadas e remontadas, com menos ou mais saber, sem que seja dito da sua proveniência. Sinto que falhou o meu objectivo primeiro como professora: o de manter vivo o respeito pela palavra alheia, pela ideia do outro. Se nunca lhes tivessem falado da importância da honestidade intelectual mas nem é o caso. Eu até acho que sou uma chata com esses assuntos...
Felizmente existem os outros alunos e trabalhos que nos salvam destas pontuais lamas.