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sábado, setembro 13, 2008

grave assim e grave assado

"Embora José Sócrates se tenha declarado responsável por todos os projectos que assinou na Guarda, uma das questões que a comissão terá de esclarecer é se os elementos disponíveis nos processos camarários confirmam, conforme o PÚBLICO escreveu a 1 de Fevereiro [não foi a 31 de Janeiro?], que esses projectos foram feitos por outras pessoas, entre elas Fernando Caldeira, actual director de departamento na autarquia." [José António Cerejo, "Inquérito às casas de Sócrates arrasta-se" in Público, 13.09.2008, p. 11 - aqui]

O que é mais assustador é que o resultado será sempre negativo para o país. Se forem efectivamente dele, temos um primeiro ministro sem qualquer cultura arquitectónica e urbana a assinar projectos por aí. Se não forem dele, temos um primeiro ministro sem qualquer cultura de cidadania a assinar projectos de outros sem qualquer cultura arquitectónica e urbana a concretizarem projectos por aí.
ISTO é o estado efectivo da voragem capitalista e inculta a que o território do nosso país está sujeito. E, atenção, porque o território apesar de ser na maior parte dos casos um bem privado, pertence sempre - de alguma maneira - à uma esfera do público. Logo, feitas as contas, andam os demasiados ignorante gananciosos a roubar-nos o direito a uma vida do território saudável e feliz. E, também é infelizmente verdade, que os arquitectos estão cada vez mais no interior deste saco de esfomeados.









[por exemplo esta.... foto daqui]

sexta-feira, janeiro 04, 2008

parece óbvio mas será?

"(...) The physical environment of man, especially the built environment, has not been, and still is not, controlled by the designer. This environment is the result of vernacular (or folk, or popular) architecture, and it has been largely ignored in architectural history and theory."
Rapoport, Amos. House Form and Culture. NY: Prentice-Hall, 1969

sexta-feira, julho 06, 2007

epá, é agora, daqui a 2 semanas

Nas conversas familiares sempre se discutiu Lisboa. E sempre, também, o tema da grande – imensa! – faixa império do Porto de Lisboa vinha à baila e acabávamos a comentar como era difícil imaginar a situação que se vive na capital. A estranha realidade de o território de ligação entre a cidade e o rio – um dos temas blá-blá-típicos – pertencer a uma estrutura completamente divorciada da restante cidade e que não dá cavaco a ninguém... aquele monstro que nasce ao Cais do Sodré é só um exemplo mais (o mais recente?).
Até parece que a faixa-de-cidade-nas-mãos-do-PL não é território da cidade. Que não nos pertence. Que não é importante.
Mas realmente não nos pertence, não pertence à restante cidade. Vale demasiado dinheiro para poder ser de todos os habitantes da cidade...
Mas as coisas prometem mudar porque, segundo o DN: “qualquer que seja o próximo presidente da autarquia da capital, a Administração do Porto de Lisboa (APL) deverá ver os seus poderes limitados”. Daqui a 2 semanas - mais coisa menos coisa - a cidade voltará ao rio! Yuppi!

domingo, junho 24, 2007

dos gatafunhos

O Freud explicaria e eu, se estivesse para aí virada, também. Tenho uma dificuldade efectiva com a finalização de textos. Sejam eles – e por consequência as notas finais – grandes ou pequenos. Raio do parágrafo final que tarda tanto a fechar o assunto com o que lá para trás ficou.
Com as confusões familiares a complicarem ainda mais o calvário habitual do “fim”, lá acabei o texto que apresentarei aqui, lá para finais de Julho. Acho sempre que as apresentações nos salvam da desgraça da escrita. Mas a escrita é o que permanece. E algumas apresentações são ainda mais desgraçadas: por ausência de assistência ou outras. Conclusão: com estas manias de termos coisas a dizer aos outros estamos sempre lixados (esta, como conclusão, até foi fácil!).










[o objecto "de estudo", foto daqui]

domingo, junho 03, 2007

[t*] revisão do processo SAAL?

CINEMA S. JORGE, Lisboa
4 de Junho - 21h00
Extra]muros[ e Bazar do Vídeo apresentam
AS OPERAÇÕES SAAL, de João Dias
Antestreia do documentário (90’) seguido de conversa/debate com: João Dias, José António Bandeirinha, José Neves, Manuel Vicente, Nuno Teotónio Pereira, Nuno Portas e Samuel Roda Fernandes (moderador).

segunda-feira, maio 28, 2007

"a propósito do Convento da Arrábida"

Exposições + Conferências


15 de Junho a 6 de Julho de 2007
Universidade Moderna de Setúbal











Organização ACEAUPE, com o apoio da Fundação Oriente

+ info aqui

segunda-feira, abril 30, 2007

rentável prostituição

Ontem passei por Tróia. Está em marcha a reconversão da península... dizem eles. Cruz’credo, pensei eu. Mais uma estupidez humana, um gastar do território que teoricamente é património colectivo. Alguns ficarão com os pés de molho nas suas varandinhas pagas ao preço do ouro. Ao território é apertado o cerco, retira-se-lhe o ar. Especializa-se o dito com a desculpa de o salvar. Cada vez é mais claro que guetizar é preciso... para alguns.
Esta nossa mania de sermos modernos sendo do 3.º mundo é desarmante. Só me faz lembrar algumas cidades latino-americanas: os muros dos condomínios privadíssimos e encerrados que são a materialização da cruel tensão entre os muito ricos e os muito pobres. Uns e outros apavorados e odiando-se. Os de fora que só entram quando são mão de obra. Os de dentro que, ao sair, desejariam não ter de atravessar esta membrana explosiva que os protege da guerra que compraram.
É o progresso, estúpida!