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domingo, maio 11, 2008

algum Corbu em Lisboa ou mais vale tarde que nunca

Daqui a uns dia, dia 17 de Maio, abre no Museu Berardo uma exposição intitulada Le Corbusier – Arte na Arquitectura. Foi difícil saber-se que se passava com o seminário que acompanha esta exposição – Rethinking Le Corbusier - mas já é possível aceder à dita informação. Dias 27 e 28 de Maio, no Museu da Electricidade, em Lisboa… ver mais coisas aqui. Como comentário extra parece-me interessante ver que, da parte dos portugueses, a escolhas oscilam entre o habitual-faz-de-conta-que-não-temos-mais-nada e uns outros que vão substituir estes… será que alguém se preocupou em saber se existem ou não especialistas em Le Corbusier em terras lusas?! Bastava perguntarem ao convidado catalão Josep Quetglas… Por que é que esta perpetuação gajificada não me surpreende?


















(nota: não percam muito tempo a procurar - para já - grande informação no sítio do Museu Berardo porque não está lá grande coisa.... mas até dia 17 ainda temos tempo!) Adenda: já está lá mais qualquer coisinha...

sexta-feira, julho 13, 2007

[t*] sobre a representação francesa

[passará na rádio europa, em 90.4 fm e aqui, às 17:35h de 13 de Julho de 2007]

O Dia da França, no âmbito da Trienal de Arquitectura de Lisboa antecede o dia da Festa Nacional deste país. Esta proximidade só reforça a importância das representações nacionais em acontecimentos como a Trienal e dos dias que estas mesmas representações escolhem para sublinhar a sua presença e dar-lhe visibilidade.
Extra-muros, nome da exposição apresentada pela França, foi originalmente montada em 2001 para ser, no seu conjunto, um “museu imaginário da arquitectura contemporânea” francesa. Em Outubro do ano passado a exposição passou a catálogo, constituído por dois volumes que incluem as 208 obras que formam a mostra na sua versão completa.
Em Lisboa podemos visitar um quarto desta exposição. Em 10 lugares espalhados pela cidade é possível encontrar as 52 obras apresentadas. Para além do espaço que ocupa no interior do Pavilhão de Portugal, a mostra de obras de arquitectura francesa estende-se por mais 8 lugares em Lisboa – tão diversos como o Instituto Franco Português ou a Sociedade de Geografia – e, em Almada, no Incrível Club, antigo cinema da Incrível Almadense.
A unificar a informação dispersa pela cidade, os comissários propõem-nos um sistema suportado por uma numeração, por molduras de alumínio que enquadram textos e fotografias e por uma tentativa de comunicar através do lado mais poético das obras escolhidas.
Nem sempre as fotografias e os textos são suficientes para compreendermos a totalidade do que nos é proposto ver. Nem sempre existe informação suficiente – exposta e no apoio à exposição – que permita alimentar mais além a eventual curiosidade do visitante. Também nem sempre a exposição – principalmente na secção do Pavilhão de Portugal, com 22 obras – consegue cativar e aguentar a atenção de quem a visita, até por alguma confusão que pode sair do conjunto de imagens e textos não obviamente relacionáveis. Dificuldades estas que poderão ser acrescidas para não‑arquitectos e que contrariam a vontade proposta pelos comissários de seduzir e despertar o interesse do grande público.
É no entanto de sublinhar a aposta menos ortodoxa em obras que desarrumam o conceito mais estrito de arquitectura. Isto é conseguido tanto através da escolha de obras de auto-construção ou sem autor identificável, como através de outras cuja finalidade ou forma excedem o que tradicionalmente nos habituámos a considerar como pertencentes ao mundo da arquitectura.
Se o objectivo dos comissários era trazer à luz o que se afasta da mediocridade e merece, por isso, a nossa atenção, então, e tendo o visitante a persistência necessária para se apropriar do que vê, chegará lá.

É possível participar, como actividade integrada no Dia da França, na visita guiada que será realizará a partir das 11 horas do dia 13 de Julho. Percorrendo 5 dos 10 lugares da exposição, é proposta uma leitura acompanhada das 9 obras arquitectónicas expostas no Music Box, na cafetaria do Museu do Chiado, na livraria Ler Devagar ZDB, na Sociedade de Geografia e no Restaurante VerdePerto.Para quem se desloque ao Pavilhão de Portugal no Parque das Nações, poderá assistir, ainda, a uma mesa redonda, às 4 e meia da tarde, sob o título Vontade de Amar, às performances culinárias do designer Germain Bourré e ao concerto, às 6 e meia, no pátio do pavilhão, do grupo franco-português O’QueStrada. O acesso a todas estas actividades é gratuito. Tudo ingredientes para que passe um bom dia a descobrir a arquitectura e cultura francesas presentes 1.ª edição da Trienal de Arquitectura de Lisboa.

domingo, junho 24, 2007

quarta-feira, maio 30, 2007

[t*] arquitectura e divulgação

Um acontecimento como a trienal só pode exigir de nós, exteriores ao evento, que reflictamos sobre a importância da divulgação da arquitectura e os modos de a concretizar.
As conferências, de um modo geral, articulam-se de especialistas para especialistas. Arquitectos ou aprendizes da arquitectura procuram, na relação privilegiada com projectistas e/ou teóricos, caminhos mais óbvios para as leituras complexas que a arquitectura deverá implicar.
As sessões de visitas guiadas a obras de arquitectura, as chamadas “obra aberta”, que se têm generalizado felizmente no nosso país, continuam a ser também acontecimentos especialmente dedicados aos que à área pertencem. De qualquer modo, e aproveitando a presença da obra em destaque, visível, vivível e palpável, ou seja, ao alcance do corpo, o diálogo encontra-se favorecido e o grau de abstracção normalmente desce. O público não habituado ao palavreado técnico da arquitectura pode, desta maneira, chegar mais perto do que se procura decifrar.
As exposições continuam, pelo menos no nosso país, a funcionar quase sempre em circuito fechado. Com o potencial maior para ser um acontecimento dividido e procurado pela população em geral – disponível durante um longo período, num determinado sítio habitualmente já com público fidelizado – têm sido pouco trabalhadas para se fazerem compreender por quem não se sabe relacionar com uma planta, um alçado e um corte, ou para quem 2 fotos, um pequeno texto e uma abstracta implantação dizem pouco sobre a compreensão de um edifício. As respostas não estão disponíveis ao virar da esquina e, muito possivelmente, são realmente mais do que uma. De qualquer modo, é inevitável que se parta para a montagem de uma exposição de arquitectura pensado no diálogo que se espera estabelecer com quem pouco ou nada sabe e deveria conseguir, mesmo assim, absorver algo do espectáculo a que assiste.

Não é ocasional a existência, desde 1979, de uma estrutura internacional como o ICAM (International Confederation of Architectural Museums). Como esclarecem, no seu sítio, a instituição dedica-se a fostering links between all those interested in promoting the better understanding of architecture. A tarefa é complexa e as posições, tanto histórica, como geograficamente, são diversas. Mas existe muita gente, em instituições e não só, que perdem tempo a pensar seriamente sobre isto: como conseguir que a arquitectura seja melhor compreendida por parte do público, especialmente o tal não especializado. Ou afinal: como construir de cada cidadão um especialista em arquitectura. Veremos que adendas a esta reflexão pudemos retirar, nesta experiência da trienal, à medida que as exposições forem sendo inauguradas e connosco divididas.

A Câmara Municipal de Cascais, responsável pelo pólo V da trienal, sob a designação de Cascais XXI oferece-nos um programa muito completo. Ainda não pudemos mergulhar nele e ver, por exemplo, como está organizada a exposição mas é de sublinhar, para já, como positivo esta vontade de juntar conferências, visitas “obra aberta” e exposição. Com o extra de que todas as actividades são gratuitas, grátis, à borliu, enfim, o que se queira chamar. Mas são mesmo assim!

segunda-feira, maio 28, 2007

"a propósito do Convento da Arrábida"

Exposições + Conferências


15 de Junho a 6 de Julho de 2007
Universidade Moderna de Setúbal











Organização ACEAUPE, com o apoio da Fundação Oriente

+ info aqui

sexta-feira, abril 13, 2007