Semana da Arquitectura [ulht]
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>> "obra aberta", arquitecturas, conferências, divulgações, Franças, trienal
"O arquitecto brasileiro Paulo Mendes da Rocha, Prémio Pritzker 2006, irá dar uma conferência no Grande Auditório do Instituto Superior Ciências do Trabalho e da Empresa (ISCTE) no próximo dia 25, às 19 horas.
A conferência, integrada na Trienal de Arquitectura de Lisboa, contará ainda com a presença do arquitecto Manuel Graça Dias convidado a fazer a apresentação do orador." [info daqui]
Praça do Patriarca, São Paulo [foto daqui]
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patsp
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>> arquitecturas, Brasil, conferências, divulgações, trienal
Fui adiando, por motivos pessoais vários, escrever sobre o último dia da conferência internacional (passado sábado). Confesso que os três dias de intensivos ares arquitectónicos também me cansaram e me deixaram com vontade de ver as coisas acalmarem. Seja como for, não queria passar sem deixar alguns apontamentos sobre o fecho.
A 5.ª sessão, sob a designação de O centro da periferia, terá sido talvez a mais sólida e com aparência de fazer sentido como sessão. O moderador, o experiente Kurt W. Forster, recebeu Bjarke Ingels, Graça Dias e Emílio Tuñon.
Bjarke Ingels, jovem arquitecto dinamarquês, apresentou uns quantos projectos, a passo desempoeirado e quase lúdico. Para lá da eventual discussão aprofundada que se possa fazer sobre os trabalhos apresentados, interessa-me sublinhar a atitude. Por um lado, a postura descontraída, que nada tem a ver com superficial, na transmissão das histórias que suportam o processo e a produção das obras e das ideias do BIG. Acho sempre um disparate quando a cultura bacoca é usada como corta e cola para dar consistência ao que se diz e projecta. Acho igualmente tolo assistir a grandes traços e posturas suportadas por um nada imenso de ignorância. Este vazio intelectual que inventa tudo, sempre, em qualquer momento iniciático de novo projecto. Atavismo puro. Pois foi fora de qualquer uma destas postura que Ingels se localizou. Com o ar leve de quem fala das referências históricas compreendidas como quem fala do material escolhido para uma maqueta, surgem discretas pontes a exercícios anteriores, praticados por outros e usados como material de reflexão. A arquitectura alpina de Bruno Taut é só um exemplo.
O orador seguinte foi Manuel Graça Dias. E, numa apresentação que visava reflectir o que era proposto na sessão, apresentou cinco projectos e foi explicando a estratégias de lhes conferir capacidade de se constituírem como dinamizadores urbanos na zona onde surge. Foi uma palestra despretensiosa e limpa. A fechar o trio de oradores ouviu-se Emílio Tuñon. A apresentação foi a menos estimulante dos três. Uns quantos projectos foram apresentados, suportados pelas caixas duchampianas de síntese que fazem sempre a ponte supostamente artística da arquitectura para fora dela mesma. Isto deixa-me sempre desconfortável e a perguntar-me: mas o que é que tem a arquitectura que nos envergonha? Curiosa a opção de revestimento exterior do Museu do Automóvel (Madrid), suportada pela industria de reciclagem auto do encomendador, e que confere um carácter seguramente inesperado ao volume.
A sessão que fechou estas conferências internacionais teve o título de Cidades Instantâneas. Centros Instantâneos? não teve muito história. Ou muita história de interesse. Fechou de um modo constrangedor com a performance do Sr. Kaplicky. Antes passaram pelo palco o João Pedro Serôdio e o Kengo Kuma. Salvou o pacote a introdução de Diogo Seixas Lopes que tentou usar a História para enquadrar o tema. Assim, começou por reflectir sobre a Revolução Industrial (industrialização) como elemento similar ao momento da nova crise produzido pela globalização. Passou depois para uma pequena e curiosa apresentação sobre a foto de Jane Fonda em território de guerra (Vietname) que passa a filme, Carta a Jane (1972), de Jean-Luc Godard e Jean-Pierre Gorin [colectivo Dziga Vertov]. A mim faltou-me um embrulho mais claro para esta proposta mas, pelos menos, tentou construir um discurso suportado pela disciplina da história que me pareceu um exercício possível.
TPC: Tive a sorte de ver o Eduardo Souto de Moura duas vezes numa semana. Primeiro na conferência internacional e ontem, no Estoril, enquadrada pela actividade do Pólo 4 da trienal. Foram muito interessantes as conversas e merecem uma posta (pelo menos) só para falar sobre isso. Falta também falar do documentário As operações SAAL, aqui já anunciado...
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patsp
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15:41
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João Mendes Ribeiro é o responsável pela representação oficial portuguesa na 11.ª Quadrienal de Praga, que terá lugar de 14 a 24 de Junho na dita cidade.
A propósito disso, hoje há:
CONVERSA EM PALCO. Com João Mendes Ribeiro, Olga Roriz, Ricardo Pais, Miguel Pereira, Miguel-Pedro Quadrio, Daniel Tércio e Mónica Guerreiro.
Lisboa, Teatro Nacional D. Maria II - 4 Junho - 17h30
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patsp
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13:35
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>> arquitecturas, artes, conferências, divulgações, Portugais
O segundo dia da Conferência Internacional aconteceu hoje. Não vou falar dos moderadores do dia, dos oradores ou das discussões. A análise de conteúdos em profundidade exige uma energia que, depois de muitas horas a brincar aos intelectuais e de outras tantas a fazer de mãe, já não me sobra. Fica para o pós-acontecimento, quando o esquecimento fizer passar a sua peneira pelo que foi ouvido e visto.
Só gostava de deixar duas notas... de estranheza. O primeiro motivo de tal estranheza é a falta genérica – com excepções, claro – de correspondências entre os temas das sessões e as apresentações dos oradores. O segundo é o que a c. chamou acertadamente de erro de casting: a presença de um tal Fernando Romero.
Versão telegráfica para manter canal aberto. A seu tempo estas coisas, e todas as que faltam, serão revistas e arrumadas.
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patsp
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22:55
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Não é possível alongar-me em análises mais exaustivas sobre o primeiro dia da Conferência Internacional. Não me apetece, de qualquer modo, deixar passar o início destes dois meses de actividade da trienal sem referir, apontamento, algo que me fixou a atenção hoje.
Hoje aconteceram as 1.ª e 2.ª sessões da referida conferência. Não me alongo nos temas nem nos conferencistas. Não porque não haja que dizer mas porque não são temas que se encaixem neste pequeno apontamento.
O tema desta posta, como indica o título, são os moderadores. Muitas coisas separaram os dois primeiros painéis a que assistimos. O primeiro painel, sob o tema Redefinindo o centro, foi supostamente moderado por Luís Fernández-Galiano. O segundo painel, sobre Realidade e cenografia, teve a moderação à responsabilidade de Paulo Martins Barata. Do primeiro não tivemos nem introdução séria ao tema nem aos conferencistas. No final, juntando os três oradores que formaram o grupo, esperava-se o tricô tanto das conversas individuais tidas, como da conversa colectiva esperada. Nada de trabalho de casa foi feito: nem de antemão, nem ao ouvir os convidados.
O segundo, Paulo Martins Barata, soube marcar diferença em relação a alguém que dirige as revistas AV/Arquitectura Viva. O trabalho de casa tinha sido feito. O tema que organizava esta sessão foi apresentado, assim como os oradores. Motivos pessoais obrigaram-me a fugir quando Mark Wigley proferiu a última palavra, ou seja, não sei como terá sido o fecho da sessão mas se foi, pelo menos, à altura da introdução, foi dignificante dos convidados, dos pagantes assistentes, da arquitectura.
Como em tudo, uns trabalham e outros são preguiçosos. Nem falo em exigências de brilhantismo, só falo do respeito por quem está presente e que tem um mínimo de expectativas.
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patsp
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22:48
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Um acontecimento como a trienal só pode exigir de nós, exteriores ao evento, que reflictamos sobre a importância da divulgação da arquitectura e os modos de a concretizar.
As conferências, de um modo geral, articulam-se de especialistas para especialistas. Arquitectos ou aprendizes da arquitectura procuram, na relação privilegiada com projectistas e/ou teóricos, caminhos mais óbvios para as leituras complexas que a arquitectura deverá implicar.
As sessões de visitas guiadas a obras de arquitectura, as chamadas “obra aberta”, que se têm generalizado felizmente no nosso país, continuam a ser também acontecimentos especialmente dedicados aos que à área pertencem. De qualquer modo, e aproveitando a presença da obra em destaque, visível, vivível e palpável, ou seja, ao alcance do corpo, o diálogo encontra-se favorecido e o grau de abstracção normalmente desce. O público não habituado ao palavreado técnico da arquitectura pode, desta maneira, chegar mais perto do que se procura decifrar.
As exposições continuam, pelo menos no nosso país, a funcionar quase sempre em circuito fechado. Com o potencial maior para ser um acontecimento dividido e procurado pela população em geral – disponível durante um longo período, num determinado sítio habitualmente já com público fidelizado – têm sido pouco trabalhadas para se fazerem compreender por quem não se sabe relacionar com uma planta, um alçado e um corte, ou para quem 2 fotos, um pequeno texto e uma abstracta implantação dizem pouco sobre a compreensão de um edifício. As respostas não estão disponíveis ao virar da esquina e, muito possivelmente, são realmente mais do que uma. De qualquer modo, é inevitável que se parta para a montagem de uma exposição de arquitectura pensado no diálogo que se espera estabelecer com quem pouco ou nada sabe e deveria conseguir, mesmo assim, absorver algo do espectáculo a que assiste.
Não é ocasional a existência, desde 1979, de uma estrutura internacional como o ICAM (International Confederation of Architectural Museums). Como esclarecem, no seu sítio, a instituição dedica-se a fostering links between all those interested in promoting the better understanding of architecture. A tarefa é complexa e as posições, tanto histórica, como geograficamente, são diversas. Mas existe muita gente, em instituições e não só, que perdem tempo a pensar seriamente sobre isto: como conseguir que a arquitectura seja melhor compreendida por parte do público, especialmente o tal não especializado. Ou afinal: como construir de cada cidadão um especialista em arquitectura. Veremos que adendas a esta reflexão pudemos retirar, nesta experiência da trienal, à medida que as exposições forem sendo inauguradas e connosco divididas.
A Câmara Municipal de Cascais, responsável pelo pólo V da trienal, sob a designação de Cascais XXI oferece-nos um programa muito completo. Ainda não pudemos mergulhar nele e ver, por exemplo, como está organizada a exposição mas é de sublinhar, para já, como positivo esta vontade de juntar conferências, visitas “obra aberta” e exposição. Com o extra de que todas as actividades são gratuitas, grátis, à borliu, enfim, o que se queira chamar. Mas são mesmo assim!
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patsp
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13:41
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>> "obra aberta", arquitecturas, Cascais, conferências, exposições, ICAM, trienal
Fica a informação para os interessados [via blog da trienal]:
A Conferência Internacional O Coração da Cidade, que inaugura a Trienal de Arquitectura de Lisboa no próximo dia 31, no Teatro Camões, vai ser transmitida por video-conferência no Auditório da Faculdade de Arquitectura da Universidade Técnica de Lisboa (FA-UTL), Campus Universitário do Alto da Ajuda.
Tendo em conta a enorme procura de bilhetes registada, e o facto de a Conferência ter esgotado os 700 lugares disponíveis a dez dias do seu início, a Trienal de Arquitectura em conjunto com a FA-UTL organizou um visionamento para todos os interessados em acompanhar as sessões previstas para os três dias da Conferência.
Bilhetes à venda no local [Arquitectos: 75 euros; Estudantes de arquitectura e estagiários: 50 euros; Alunos da FAUTL: grátis]
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patsp
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22:48
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Exposições + Conferências
15 de Junho a 6 de Julho de 2007
Universidade Moderna de Setúbal
+ info aqui
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patsp
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22:53
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>> arquitecturas, conferências, exposições, territórios, universidades
Segundo informação da organização, a Conferência Internacional contava com 700 lugares disponíveis para inscrição. Destes, já totalmente esgotados, 80% são estudantes, ou seja, estarão presentes cerca de 570 estudantes (de arquitectura?). Imagino que pertençam a diversos graus de ensino (licenciatura, mestrado e doutoramento) o que torna mais dura a percepção da percentagem de estudantes de arquitectura nacionais presentes... (sim, estou a imaginar que não há estrangeiros, o que também poderá não ser verdade). Faltam dados para se tirarem conclusões... fica só o pequeno apontamento informativo.
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patsp
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14:53
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>> arquitecturas, conferências, dados, trienal, universidades